Dinheiro é base do relacionamento

Havia planejado postar a história daquele meu amigo ontem, como havia dito no post anterior mas, embalado pelo assunto, pelas pesquisas e depoimentos que colhi na rede, o assunto acabou se tornando mais amplo e ganhando um novo foco. Relacionamentos. O que fazem, o que são, como e porque começam, como terminam e porque. Iniciei minha vasculhada pela rede motivado pelo assunto traição e pela situação que meu amigo, aquele do post anterior, me expos. Deixamos claro aqui que, obviamente isso não é nenhum tratado sociológico ou postulado científico. Não temos tais pretensões. Enfim, nas minhas vasculhadas, eu percebi que existem inúmeras definições e razões para que aconteçam os relacionamentos ditos amorosos. Afinidade, atração física, ou química sexual, isto para listar os mais comuns. Mas a cola que ergue e derruba os relacionamentos  mostrou-se quase que surpreendente para mim. Baseado nos relatos e tudo maisque colhi na rede, subtraídos daí os efeitos fantasiosos e poéticos, o que faz um relacionamento é o dinheiro. É o que o mantém e quando este se acaba, é o que põe fim a ele. Embora, por questões óbvias, a grande maioria se recuse elegantemente a admitir, o sustento basilar dos relacionamentos é o patrimônio e a capacidade de adquirir bens materiais. É assim na totalidade do mundo ocidental e em algumas culturas orientais. O que acaba pesando é o dote. Em culturas como a indiana, isso fica explicitamente declarado. Li uma frase curtíssima, mas extremamente abrangente, num site de perguntas e respostas. “Não existe amor sem dinheiro.” Em alguns casos, no entanto, fica bem claro este posicionamento. O caso desse meu amigo, que pretendo contar, sob a autorização dele, em post futuro, deixa bem explicitado esse meu enfoque. Para que haja o relacionamento, avaliado o fator pecuniário do parceiro, passa-se a outras considerações diria, secundárias. Entram em campo a química e o aspecto físico. No caso do Carlos, o dinheiro foi fator preponderante. De acordo com ele, a esposa teria dito que quando o conheceu teve a impressão de que o mesmo tinha dinheiro. E de fato, à época, ele tinha. Sou testemunha disso. Não só tinha como tinha potencial para ter ainda mais.  Só que de uns quatro anos para cá, ele não resistiu aos constantes caprichos materiais da esposa e se encontra quebrado. Ele me confessou que perdeu nesses últimos anos três carros, se encontra atolado em dívidas, levantando empréstimos um  atrás do outro e sem a menor expectativa de melhorana sua saúde financeira. Em contra-partida, a mulher, hoje trabalhando, conseguiu estabilidade financeira, além de um chefe que é seu amigo, confidente e protetor(?!?!?!?) E, óbvio ululante, o contrário também acontece e muito. A figura do gigolô é mais do que conhecida, mas hoje surge sob um novo aspecto. O gigolô de hoje não mais explora prostitutas. Embora passe bem perto disso ainda. Existe hoje um filão inesgotável de mulheres bem sucedidas, ou bem casadas, herdeiras ou empresárias ou de caráter duvidoso, prontas para “agradar” esse neo-gigolôs. Não são esses os prolíferos garotos de programa. A especialidade dos primeiros é diferente. Eu mesmo, em duas ocasiões distintas pude vê-los em ação, ao vivo e a cores, sendo que numa dessas a situação era no mínimo inusitada. Um cantorzinho de terceira que dava de cima das senhorasde meia idade,  que iam assisti-lo, para que elas não deixassem de comparecer aosseus  shows. Quando uma ou outra, mais afoita, tentava se aproximar para os “finalmentes”, ele dava as desculpas mais esfarrapadas para escapar. Um uso inusitado sem dúvida, mas visando um tipo de relacionamento baseado em dinheiro, não se pode negar. Que há outros tipos de interesses que podem motivar o início e a manutenção do relacionamento há. Mas a sempre um ganho material em troca, o meu incluso, obviamente. O deus da sociedade moderna é sem dúvida o dinheiro. O grande mal necessário. Portanto, se o dinheiro move o mundo e os relacionamentos ditos afetivos fazem parte do mundo, logo o dinheiro move esses relacionamentos, se me permitem o silogismo(risos). Mas um fator interessante eu me vejo obrigado a ressaltar aqui. Os relacionamentos são bipolares, logo uma parte tem o interesse e a outra é a vítima desse.
Thats all folks, and mind the gap.

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