As coisas mirabolantes que chamam de sexo…

Passei alguns dias visitando alguns blogs aqui do WordPress e como era de se esperar, li muita coisa interessante, divertida e até non-sense. Uma coisa que chamou minha atenção foram os blogs, cujo assunto principal é sexo. Vi algumas coisas realmente interessantes. Mas dentro dessa minha observação, o que me surpreendeu é essa expectativa que gira em torno do sexo, ou do ato sexual em si, melhor colocando. Exacerbada demais. Parece que todos os lugares em que se comenta sobre o sexo, espera-se dele muito mais do que ele realmente pode ser. Não que o sexo seja ruim, ou que eu seja contra a sua prática, muito antes pelo contrário(!), diga-se de passagem. Mas fala-se de sexo, como se ainda houvesse algo a ser descoberto. Uma nova forma de sexo que suplantaria as já conhecidas. Ou falam das formas antigas como se essas fossem uma grande novidade, apenas trocando-lhes o nome (risos). Ao contrário da prática do esporte, que busca o real limite da capacidade física do ser humano, não há que se dizer o mesmo do sexo. Sexo é sexo. E é só. Independente de ser ótimo, ele é aquilo ali mesmo. Aquilo que a fisiologia humana permite que ele seja. Penso que o grande lance do prazer que o sexo proporciona é o que a mente lhe confere e classifica como prazer. Quantas formas de se fazer sexo são conhecidas? Quem já teve a oportunidade de ler o Kamautra, com aquelas posições praticamente impraticáveis, se me permitem o trocadilho, ou quem já conhece algo sobre o nebuloso sexo tântrico, sabe que o prazer sexual, embora exista, fundamentalmente dentro de nossas cabeças, o que possibilita os mais diversos entendimentos do prazer que o sexo pode proporcionar, o ato em si é tão limitado que me estranha a expectativa que se gera em torno de uma possível “coisa nova”, ou um “truque novo” no ato sexual em si.