Primeira
Começar qualquer coisa é sempre difícil. O primeiro passo é sempre complicado. Busca-se um norte, uma referência qualquer, uma fórmula, que uma vez provada eficiênte nos guie, que garanta a realização de nossa intenção ao começarmos esse algo novo. Eu até pensei em começar por esse caminho, mas como já recebi doses massivas de informação no decorrer desse tempo de vida, resolvi deixar que essas informações guiem o que pretendo escrever. É óbvio que todo mundo que começa um blog, pretende que ele seja um sucesso retumbante, que sejam obra de um novo Hemingway ou outro que o valha. Mas reconhecendo-me mediocre e comum, reconheço que tal não acontecerá. Assim, reconhecendo essa minha limitação, livro-me dessa pressão e escrevo para mim, como uma forma de desabafo, que eventualmente pode até ser lida por alguém. Portanto esse blog não se predispõe a ser um tratado de literatura, uma amostra de talento e nem mesmo, um exemplo do uso correto da língua. Certo é, no entanto, que no fundo, como qualquer outro que posta, pretendo ser lido. Busco atenção como qualquer outro que posta para uma audiência. Difere-se o tipo de desejo de atenção, mas sempre é a atenção o motivo. Uma característica no entanto, é que escrevo tendo a mim mesmo como base de tudo o que escrevo.
“Uma vida que não é examinada não merece ser vivida.”
Socrátes